Os alunos precisam atravessar uma ponte sem pisar fora dos troncos. Na primeira tentativa quatro não conseguem. Na segunda, todos atravessam, e ainda reduzem o tempo em 30 segundos. O resultado mostra que experiência é fundamental no mundo corporativo.
O projeto “Pelotas Colonial” aumentou a procura pelos serviços da empresa. O tamanho dos grupos dobrou e as agências de turismo trazem cada vez mais pessoas: 40% do faturamento já vem de clientes que desejam apenas conhecer o lugar. Em um ano, a empresa cresceu 15%.
Para atender tanta gente, Ana Alaíde Tavares reorganizou o negócio e focou o trabalho em dois públicos: turistas e empresas.
“Uma das primeiras contribuições do Sebrae foi essa, que o pessoal tivesse foco estratégico, não atirasse para todo lado como eles diziam. Porque quando a gente faz de tudo um pouco, fica parecido com nada”, ensina Ana Alaíde.
Em 1875, quem precisava de um queijo ou de biscoitos e lingüiças já podia contar com a mercearia da família Grupelli. É o comércio mais tradicional do distrito de Quilombo, a 40 minutos do centro de Pelotas.
O restaurante é de 1925, uma lareira sempre acesa aquece o ambiente. A mistura da gastronomia italiana com a gaúcha conquista o paladar.
“É uma culinária muito bem apurada”, define a turista Angelino Bandeira.
A rota “Pelotas Colonial” estimulou a família a preservar um acervo valioso: um museu guarda a história de diversas etnias de colonos.
O Sebrae continua o trabalho com os empresários. A meta é oferecer cada vez mais conforto aos turistas.
“Junto com essa preservação da cultura, também estamos mostrando para eles que eles precisam se profissionalizar para trabalhar com turismo, precisam se capacitar, melhorar seus empreendimentos, organizar suas áreas de alimentação. Eles têm que preservar a sua cultura, mas também melhorar sua infra-estrutura turística”, afirma Jussara Cruz Argoud, do Sebrae-RS.
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